Jornalista e ex-prefeito critica impunidade e enaltece decisão do MPE em investigar
AL-MT

O jornalista Roberto França, que criticou impunidade:
DA REDAÇÃO
O jornalista e ex-prefeito Roberto França (DEM) afirmou ontem, em seu programa Resumo do Dia (TV Rondon), que o Ministério Público Estadual agiu corretamente ao decidir dar continuidade nas investigações que apuram o envolvimento do ex-governador e senador Blairo Maggi (PR) no "Escândalo dos Maquinários", ocorrido em 2009.
Por sete votos a quatro, o Conselho Superior do MPE recusou o arquivamento do inquérito, defendido pelo procurador-geral Marcelo Ferra. A partir de agora, as investigações serão retomadas sob responsabilidade do procurado de Justiça Siger Tutiya.
França criticou a impunidade, sobretudo em casos de corrupção, e ressaltou o alto valor desviado dos cofres públicos.
"Um escândalo desse não pode cair no esquecimento. Os ladrões de galinha estão prendendo por aí. Agora, um negócio desses, de R$ 44 milhões, não pode ficar por isso mesmo", disse.
"Maggi quer sair fora"
Roberto França também afirmou que o atual senador Blairo Maggi, agora, quer se eximir de quaisquer responsabilidades em relação ao esquema. E jogar a culpa em seus então secretários.
"Agora o Blairo quer sair fora e jogar a culpa e a responsabilidade só nos ex-secretários Geraldo de Vitto e Vilceu Marchetti. E pelo que decidiu o Ministério Público, ele está enrolado até o pescoço no processo. Esse bicho ainda vai pegar", afirmou.
O desvio
Segundo levantamento da Auditoria Geral do Estado, os R$ 44 milhões foram desviados dos cofres através de um esquema de superfaturamento, com participação de secretários de Estado, servidores públicos e empresas fornecedoras das 705 máquinas e caminhões.
Os ex-secretários De Vitto e Marchetti são réus em ação proposta pelo promotor de Justiça Mauro Zaque. Além dos dois, são réus também os empresários donos das empresas Dymac Máquinas Rodoviárias Ltda.; Cotril Máquinas e Equipamentos Ltda.; Tork Sul Comércio de Peças e Máquinas Ltda.; e a Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda.
O juiz Luís Aparecido Bertolucci Júnior, da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, acatou, no dia 12 de dezembro passado, o pedido feito pelo Ministério Público Estadual e concedeu uma liminar que determinou a indisponibilidade de bens, no valor de até R$ 26,3 milhões, de Marchetti.
Ele ocupou o cargo de 2005 a 2010 e era considerado "homem de confiança" do ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR).
"Capo da Máfia"
Ao propor a ação por improbidade, em novembro de 2010, Mauro Zaque se utilizou de termos fortes e categóricos.
"Evidencia-se que o Governo do Estado de Mato Grosso estava tomado, como que por um câncer, por pessoas de índole corrupta e pervertida quanto aos princípios da administração pública", ressaltou o promotor na ocasião (leia no link abaixo).
Ontem, ele reafirmou os termos que usou. "Os fatos falam por si só, não é o promotor que está falando (em Máfia). São provas concretas, estão nos autos. Esperamos que tanto os agentes públicos, que tinham o dever de zelar pela coisa pública e a desprezaram em interesse particular, quanto os empresários que participaram desse complô sejam condenados", salientou.
Leia também:
Juiz determina bloqueio de bens de Vilceu Marchetti
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=24&idnot=71892
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