domingo, 15 de janeiro de 2012

Opinião. Já se foram 15 dias...






MÁRIO MARQUES DE ALMEIDA

Ano eleitoral, tempo de se montar estratégias de marketing e formar chapas de candidatos a prefeito, vice e vereador pelo Brasil afora - duas etapas distintas, mas umbilicalmente ligadas, porque fazem parte do mesmo processo.

Sem uma chapa boa, por melhor que seja o marketing, fica difícil vencer a eleição. Ou, no mínimo, a conquista do poder ficar mais cara em termos de gastos e mais desgastante, física e materialmente.

Da mesma forma, por melhor que seja a chapa, com uma estratégia marqueteira equivocada, sem um discurso convincente, com emoção bem dosada, racional e objetivo sem ser chato, e em especial facilmente assimilável pela maioria das pessoas que vão às urnas, corre-se sérios riscos de se deixar de ganhar uma eleição que tinha tudo para ser vitoriosa.

E, no histórico político nacional, e mato-grossense também, não faltam favoritos derrotados por adversários considerados politicamente mais fracos, inclusive, sob o aspecto político-administrativo e moral, mas se sagraram vencedores porque se muniram melhor em matéria de estruturar sua campanha, não se descuidando do que alguns podem considerar apenas um detalhe, mas na hora de "vender o peixe", levar a mensagem dos candidatos, se torna essencial - a propaganda.

Planejada e pensada a médio prazo, com tempo suficiente para ser aprovada, ou não, em testes qualitativos. Sem o afogadilho do curto prazo de uma campanha.

E, neste tocante, o termo correto é este: não é o adversário que venceu, mas quem era e tinha tudo para ser o favorito que saiu derrotado. E não se trata, aqui, de um jogo de palavras ou questão de semântica, como pode parecer a alguns, e sim de rigorosa constatação política.

Alguém pode questionar: 2012 está apenas começando e as eleições, se em primeiro turno, ocorrerão em outubro e, no caso de segundo turno, um mês após, em novembro.

E eu respondo: mas já lá se vão 15 dias do ano e, em matéria de política, o tempo voa a jato, o que implica em dizer que os partidos e grupos políticos, enfim, os pretensos candidatos a cargos majoritários (leia-se prefeitos), que não começarem a tratar, desde agora, desses dois detalhes básicos, fundamentais, quais sejam, o da formação de uma chapa competitiva, e de se cercarem de boa orientação de campanha, a cada dia que passa, ao invés de facilidades, encontrarão mais dificuldades pela frente.

Por uma simples e boa razão: seus adversários também estão preocupados em se estruturar da melhor maneira possível. E nessa área, sobretudo no marketing, gente boa e qualificada não fica dando sopa na praça e é logo absorvida pelo mercado eleitoral.

Lembrando que a disputa deste ano envolve mais de 500 municípios do país onde a propaganda eleitoral será feita via TV e Rádio - o que, obviamente, vai gerar disputa na contratação de profissionais, especialmente os mais capacitados, para trabalharem com essas ferramentas de comunicação.

E quem não se prevenir agora, depois não adianta chorar sobre "leite derramado" de projetos eleitorais que podem fracassar, quando poderiam sair vitoriosos se fossem planejados com a antecedência necessária.

Em política, também se cochilar, o cachimbo cai!

MÁRIO MARQUES DE ALMEIDA é jornalista em Cuiabá.
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mario@paginaunica.com.br

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