A Corregedoria não quer que se repitam eventos que colocaram em dúvida a isenção e imparcialidade de magistrados. No entendimento da Corregedoria, um juiz que viaja com as despesas pagas por uma empresa e depois terá de julgar um processo dessa mesma empresa certamente terá questionada sua neutralidade.
Os exemplos de conflitos se acumulam no Judiciário. Um dos casos mais recentes foi o torneio de futebol entre juízes federais, pago pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
No passado, a Liga Independente das Escolas de Samba bancou uma festa para desembargadores do Rio de Janeiro.
Outro exemplo foi o pagamento de despesas para que magistrados, incluindo ministros, participassem de um encontro, este ano, patrocinado pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Nordeste (Fetronor). A Federação dos Bancos (Febraban) já usou expediente semelhante em ocasiões anteriores.
Pelas regras traçadas pelo CNJ, os juízes "não poderão mais viajar para esses congressos ou encontros ou se hospedar em hotéis com as despesas pagas ou subsidiadas por empresas ou pessoas físicas".
A participação dos magistrados nesses seminários, congressos, cursos, encontros ou festas também dependerá de autorização prévia dos respectivos tribunais.
O conteúdo de cursos e seminários, a carga horária, a origem das receitas e o valor das despesas terão que ser "expostos de forma prévia e transparente".
Fonte Espaço Vital
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