sábado, 6 de agosto de 2011

Fim do biênio TRE/MT: Juiz Jefferson Schneider deixa legado de competência, idoneidade e humanismo


O magistrado federal Jeferson Schneider (foto), que compõe o pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso na condição de juiz substituto, participou nesta quinta-feira, 4 de agosto, da sua última sessão plenária na Justiça Eleitoral, visto que seu biênio se encerra no dia 11 de agosto. O fim do biênio de Jefferson Schneider no TRE-MT coincide com o do titular, juiz federal César Augusto Bearsi, que se encontra de férias. Na sua última sessão, Jeferson Shneider recebeu dos membros da Corte e do procurador regional eleitoral, palavras de elogios à sua postura pessoal e profissional.
          
          O presidente do TRE-MT, desembargador Rui Ramos Ribeiro, disse se sentir honrado pela oportunidade que teve, de trabalhar ao lado do juiz Jefferson Schneider. 'Os seus traços, a sua postura, competência, e as suas qualidades como magistrado e como ser humano, são sementes que germinaram e deram bons frutos neste Tribunal. Os seus traços seguirão junto conosco por muito tempo, nas sementes que fez germinar. Penso que o Tribunal inteiro, enquanto sorri pela sua competência, habilidade e conhecimento, fica triste pela sua saída".
          O procurador regional eleitoral, Thiago Lemos de Andrade, se referiu ao juiz Jeferson Schneider como uma reserva moral, cuja reputação alcançou reconhecimento nacional. 'Doutor Jeferson é um juiz admirado e respeitado não apenas por mim, mas por todo o Ministério Público, por toda a carreira em âmbito nacional. E não só pela sua capacidade técnica e competência, mas principalmente pela sua formação humanística, visão de mundo preocupada com o social, uma sensibilidade que toca e comove a todos. Tenho uma grande admiração pelo senhor, é um paradigma de magistrado e uma reserva moral. Vai deixar muita saudade neste Tribunal. E o consolo que nós temos é saber que os juízes que virão substituí-lo são também pessoas comprometidas e capazes".
          
          Jeferson Schneider, que tem 15 anos de magistratura, disse se sentir honrado em poder atuar na Justiça Eleitoral com a atual composição do Pleno. 'Foi uma imensa satisfação ter trabalhado neste tribunal nestes últimos dois anos, que do meu ponto de vista são históricos, especialmente levando em consideração as pessoas que assumiram a composição da Corte e ajudaram essa instituição a ressurgir praticamente das cinzas", disse o magistrado, se referindo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferida no ano passado, que afastou o desembargador que presidia o TRE à época.
          
          O magistrado destacou ainda a importância da Justiça Eleitoral no processo democrático e no combate à corrupção eleitoral. 'A Justiça Eleitoral é uma das justiças mais importantes na construção do estado democrático de direito. Estou convicto disso porque o nosso país tem, dentre vários desafios pela frente, combater a endêmica corrupção no Estado brasileiro. Vemos os partidos privatizando o Estado, querendo gerenciar valores públicos, para de uma forma ou de outra, via processo licitatório, levar a mecanismos de captação de recursos para alavancar campanhas eleitorais. É o que basicamente vemos hoje no Brasil. Todos os escândalos nacionais tinham essa motivação. E onde a gente chega com isso? Chega na questão do abuso de poder econômico e político. Então, hoje a grande questão da Justiça Eleitoral não é mais a apuração das eleições. Antigamente a apuração era um nicho de corrupção, a contabilidade dos votos, o preenchimento dos formulários, era uma confusão enorme. Hoje em dia a apuração do resultado das eleições não é mais o problema. O problema é o período da campanha eleitoral, com o abuso do poder econômico e o abuso de autoridade. Ciente desse desafio da Justiça Eleitoral é que para mim foi uma satisfação imensa ter participado desse momento histórico".
          
          Para o juiz Jeferson Schneider, a postura da atual composição do pleno do TRE-MT representa um divisor de águas na história da Justiça Eleitoral de Mato Grosso. 'Esse momento histórico que o TRE viveu nessas últimas eleições (2010), não tenho dúvida, é um verdadeiro divisor de águas, porque não se ouviu qualquer tipo de crítica às decisões que foram tomadas por esta Corte no processo eleitoral do ano passado. E isso é o resultado do esforço de cada um de nós. Normalmente se fala que a instituição é maior que nós. Nós passamos e a instituição fica. É uma meia verdade. Porque enquanto nós estamos aqui, a instituição tem a nossa cara. E nesse particular temos responsabilidades individuais. E para mim foi uma satisfação muito grande compor esta Corte sob a presidência de vossa excelência (desembargador Rui Ramos Ribeiro), na companhia do procurador eleitoral (Thiago Lemos de Andrade) sempre combativo, e também dos demais colegas", disse o juiz federal.
          
Fonte TRE

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